sexta-feira, 8 de março de 2013

Mini- Imagine :PP que ficou BIG





— Meu nome é Helen Stoner, e esse é meu noivo Liam Payne.
— Ok! Venha você primeiro rapaz. 
— Tem certeza de que isso é necessário amor? —Ele parecia estar com mais medo do que eu —  
— Sim Liam. Você irá me ajudar a descobrir tudo.

                                                    Detetive narrando
— Bom dia, senhor — disse alegremente.— Vejo que está batendo os beiços. Deseja uma chícara de chá para aquecer?
— Não. Não é de frio — disse ele em voz baixa e mudando de lugar, conforme fora convidado.
— O que é então?
— É medo, senhor. É medo.
— Diga-me tudo o que sabe. 
— Na verdade, o que a Helen gostaria de falar com o senhor é sobre a irmã dela que morreu e simplesmente não tem motivos. 
— Então... você não sabe nada sobre o caso?
— Não. Só ela. Tudo o que aconteceu é na casa dela.
— Tem certeza?
— Absoluta. 
    Creio que ele estava dizendo a verdade. O mandei sair e chamar a moça. 
— Bom dia, senhorita!
— Bom dia — disse mais baixo ainda do que o rapaz — 
    Pude ver que estava realmente num estado doloroso de agitação, o rosto descorado, os olhos irrequietos e amedrontados como os de um animal preso. Parecia ter uns vinte anos, sua expressão demonstrava cansaço e seu semblante estava desfigurado. Examinei-a com um dos meus olhares rápidos e abrangentes.
— Não deve ter medo — disse calmamente, inclinando-me para ela e pousando-me a mão no braço. — Depressa resolveremos o assunto, sem dúvida. Vejo que hoje veio de trem.
— Então o senhor me conhece?
— Não, mas notei o bilhete de regresso na palma da sua luva. Deve ter saído cedo, mas também viajou de charrete, por estradas ruins, até a estação.
A jovem ficou atônita e olhou alarmada para mim.
— Não há mistério nisso, senhorita — disse sorrindo. — A manga esquerda do seu casaco está salpicada de lama nuns sete lugares, e é lama fresca; não há como uma charrete para nos encher de lama, e a senhora sentou-se à esquerda do cocheiro.
— Sejam quais forem suas razões para dizer essas coisas, é mesmo verdade — disse ela. — Saí de casa às seis horas, cheguei a Leatherhead às seis e vinte, e vim no primeiro trem para Waterloo. Senhor, não posso aguentar mais esta tensão nervosa, e, se continuar, ficarei doida. Não tenho ninguém a quem possa apelar… ninguém a não ser uma pessoa que gosta de mim, e ele, pobre rapaz, não pode fazer nada. Ouvi falar do senhor, por intermédio da sra. Farintosh, a quem o senhor ajudou numa ocasião em que ela necessitava de auxílio. Foi por intermédio dela que obtive seu endereço. Oh!, senhor, será que pode também ajudar-me ou pelo menos esclarecer um pouco a escuridão que me cerca? Atualmente não posso recompensá-lo pelo seu trabalho, mas dentro de uns dois meses vou me casar, e então terei o controle pessoal do que é meu. A essa altura, pelo menos, o senhor não me considerará ingrata.
— Minha profissão traz por si mesma uma compensação; no entanto, a senhorita terá a liberdade de me reembolsar de qualquer despesa que houver quando lhe for conveniente. E agora, peco-lhe que nos conte tudo o que nos possa ajudar a formar uma opinião sobre o assunto.
— Meu Nome é Helen Stoner, e moro com meu padastro, o dr. Royllot.  Quando o dr. Roylott foi para a Índia, casou-se com minha mãe, sra. Stoner. Minha irmã e eu éramos gêmeas e tínhamos apenas dois anos quando nossa mãe se casou pela segunda vez. Ela tinha bastante dinheiro, umas mil libras anuais, que legou ao dr. Roylott durante todo o tempo que morássemos com ele, com prescrição de que certa soma anual fosse concedida a cada uma de nós no caso de nos casarmos. Logo após nosso regresso à Inglaterra, minha mãe morreu num desastre ferroviário perto de Crewe. Isso foi há oito anos atrás. O dr. Roylott abandonou a clientela que começara a adquirir em Londres e levou-nos para viver com ele na casa ancestral de Stoke Moran. O dinheiro que minha mãe deixara era suficiente para todas as necessidades, e parecia não haver impedimento à nossa felicidade. A essa altura, meu padrasto transformou-se completamente; em vez de cultivar amizades e trocar visitas com as famílias da vizinhança, que no começo se regozijaram ao ver de novo um sucessor dos Roylott morando na velha herdade, fechava-se em casa e raras vezes saía, a não ser para discutir com todos aqueles que encontrasse. O temperamento violento, aproximando-se da loucura, é hereditário nos homens da família, e no caso de meu padrasto, creio, foi agravado pelo fato de ele ter vivido num país de clima tropical. Houve uma série de brigas vergonhosas, duas das quais terminaram no posto policial, até que por fim ele se tornou o terror da aldeia e as pessoas voavam para longe quando ele se aproximava, porque é homem de grande físico e absolutamente descontrolado na sua ira. Na semana passada, lançou o ferreiro local de cima do parapeito para dentro do riozinho, e somente com o pagamento de todo o dinheiro que pude arranjar consegui evitar que outro escândalo viesse a público. Não tinha amigos, senão os ciganos ambulantes. A estes, dava licença para levantarem acampamento nos terrenos da herdade, e às vezes aceitava a hospitalidade das suas tendas, acompanhando-os semanas seguidas. Tem paixão também por animais selvagens da Índia, que recebe, mandados por um amigo, Atualmente tem um leopardo e um macaco, que andam livremente e são temidos pelo povo tanto quanto o dono. O senhor deve imaginar, pelo que estou lhe contando, que minha irmã e eu não tínhamos qualquer prazer na vida. Nenhuma empregada ficava conosco, e durante muito tempo nós é que fazíamos todo o trabalho da casa. Ela tinha apenas vinte anos quando morreu.
— Então sua irmã morreu?

— Morreu há dois anos, e é da sua morte que lhe quero falar. Deve compreender que, levando a vida que tenho descrito, era difícil estar em contato com pessoas da nossa idade e posição. Tínhamos, todavia, uma tia solteirona, sra. Honoria Westphail, que mora perto de Harrow, e ocasionalmente tínhamos permissão para lhe fazer uma visita breve. Julia esteve lá no Natal, há dois anos, e encontrou um rapaz, de quem ficou noiva. Meu padrasto soube do noivado quando ela voltou para casa; não fez nenhuma objeção; porém, duas semanas antes do dia fixado para o casamento, deu-se um acontecimento terrível, que levou minha única companheira.

Eu estava sentado em minha poltrona descansadamente, com os olhos fechados e a cabeça numa almofada, mas nesse momento entreabri os olhos e fitei ela.

— Conte-me todos os pormenores.

— É-me muito fácil fazê-lo, porque tudo o que aconteceu então está gravado na minha memória. A casa, como já disse, é muito velha, e agora só se usa uma das alas. Os quartos ficam nessa ala, no andar térreo, e as salas, no centro do edifício. Desses quartos, o primeiro é do dr. Roylott, o segundo, de minha irmã, e o terceiro, meu. Não há comunicação entre eles, mas todos se abrem para o mesmo corredor. Compreende?

— Perfeitamente.

— As janelas dos três quartos abrem-se para o relvado. Na noite de Natal, o dr. Roylott foi para o seu quarto cedo, embora soubéssemos que ele ainda não estava deitado, porque minha irmã ficou incomodada com o cheiro de um tabaco forte que ele costumava usar, de charutos indianos. Ela deixou o quarto dela e veio para o meu, onde ficamos conversando sobre os preparativos para o casamento. Às vinte e três horas, quando já ia se deitar, parou à porta, olhou para trás e perguntou:

"— Diga-me, Helen, tem ouvido um assobio a altas horas da noite?"

"— Nunca — respondi."
"— Bem, não creio que você seja capaz de assobiar quando está dormindo."
"— Certamente que não. Mas por quê?"
"— Porque durante estas últimas noites ouço sempre, por volta das três horas, um assobio baixo, mas muito claro. Tenho o sono leve, e isso me tem acordado. Não sei de onde vem. Talvez do quarto ao lado, talvez do relvado. E simplesmente lembrei-me de lhe perguntar se também tem ouvido."
"— Não, não tenho. Devem ser aqueles ciganos, amigos do dr. Roylott "
"— Talvez. Mas, se vem do relvado, fico admirada por você também não o ter ouvido."
"— Ah, mas tenho o sono mais pesado do que você."
"— Bem, não tem importância, em todo caso — disse ela, sorrindo-me. Fechei a minha porta, e poucos momentos depois ouvi-a dar a volta à chave na porta do seu quarto."
— Ah, sim? — eu disse  — Era costume fechar as portas à chave durante a noite?
— Sempre.
— Por quê?
— Parece-me que já lhe contei que o doutor tem um leopardo e um macaco. Não nos sentíamos seguras enquanto nossas portas não estivessem fechadas à chave.
— Está certo. Continue, por favor.
— Não pude dormir naquela noite. Um pressentimento vago de que alguma desgraça ia acontecer impressionou-me muito. Minha irmã e eu éramos gêmeas, e o senhor sabe como são sutis os laços que ligam duas almas tão unidas. O vento uivava lá fora, e a chuva batia com toda a força nas janelas. Era uma noite tempestuosa. Subitamente, em meio ao barulho da tormenta, ouvi o grito horrível de uma mulher aterrorizada. Reconheci a voz de minha irmã. Pulei da cama, e corri para o corredor. Quando abri a porta, pareceu-me ouvir um assobio baixo, como minha irmã havia descrito, e um momento depois um som, como a queda de um pacote de metal. Corri até a porta do quarto de minha irmã, que se abriu vagarosamente. Olhei, horrorizada, não sabendo o que ia suceder. Vi minha irmã aparecer à porta, o rosto branco como a morte, aterrorizada, as mãos estendidas como que pedindo socorro, o corpo cambaleante como o de um bêbado. Corri para ela e lancei-lhe meus braços ao redor do corpo; mas naquele momento seus joelhos dobraram-se e ela caiu no chão. Torcia-se como quem estivesse com dores horríveis, os braços e as pernas tremendamente convulsionados. A princípio pensei que não me reconhecia, mas quando me inclinei para ela, gritou num tom de voz de que nunca me esquecerei:
" — Oh, meu Deus! Helen! Foi a faixa malhada! A faixa malhada! 
“Havia outra coisa que queria dizer, e apontava com o dedo no ar em direção ao quarto do doutor, mas uma nova convulsão abafou-lhe as palavras. Saí correndo, chamando meu padrasto em voz alta, e encontrei-o saindo do quarto, com o roupão vestido. Quando chegou ao lado de minha irmã, ela já estava inconsciente, e, embora lhe despejasse conhaque na garganta e mandasse chamar um médico, tudo foi em vão; ela morreu vagarosamente, sem recuperar os sentidos. Assim foi a morte horrorosa de minha amada irmã."
— Um momento —  A senhora tem certeza quanto ao assobio e ao som de metal? Podia mesmo jurar que os ouviu?
— Essa pergunta me foi feita também pelo inspetor na investigação que se seguiu. Tenho a convicção de os ter ouvido; todavia, com o estrondo da tempestade e o guinchar da casa velha, é possível que me houvesse enganado.
— Sua irmã estava vestida?
— Não, estava de camisola; na mão direita tinha um fósforo queimado, e na esquerda, uma caixa de fósforos.
— Prova de que havia acendido uma luz para ver ao redor quando o alarme começou. Isso é importante. E quais foram as conclusões do inspetor?
— Investigou o caso com muito cuidado porque a conduta do dr. Roylott tornara-se notória em toda a localidade, mas não encontrou qualquer dado satisfatório sobre a morte de minha irmã. Meu testemunho demonstrou que a porta fora trancada do lado de dentro, e as janelas estavam fechadas com portas de madeira, do sistema antigo, e atravessadas com barras de ferro, como se fazia todas as noites. As paredes não tinham buracos nem fendas, eram sólidas, e o soalho foi bem examinado, com o mesmo resultado. A chaminé é larga, mas está coberta por quatro grandes barras de madeira. É certo que minha irmã estava sozinha quando sobreveio a morte. Além disso, não havia sinais de violência no corpo.
— E envenenamento?
— Os médicos examinaram-na nesse sentido, mas não encontraram nada.
— De que pensa, então, que a infeliz jovem morreu?
— Creio que morreu de medo e choque nervoso, embora não possa imaginar o que lhe meteu medo.
— Havia ciganos nos terrenos naquele tempo?
— Sim, há alguns quase sempre.
— Ah! E o que foi que deduziu da alusão a uma faixa malhada?
— Às vezes penso que era a linguagem estranha do delírio; outras, que quisesse referir-se a um bando de pessoas, talvez a esses mesmos ciganos. Não sei se o lenço pintado que eles usam na cabeça poderia ter sugerido o termo que ela usou.
— São águas bem fundas —  peço que continue a sua narrativa.
— Passaram-se dois anos desde então, e minha vida tornou-se mais solitária do que nunca. Faz um mês, um grande amigo, que conheci há poucos anos, me pediu em casamento, o Liam que está lá fora. Meu padrasto não se opôs ao casamento, e pretendemos casar-nos na primavera. Há dois dias começaram alguns consertos na ala oeste da casa e furaram a parede do meu quarto, tanto que tive de mudar-me para o quarto onde morreu minha irmã e dormir na mesma cama onde ela dormia. Imagine, então, como tremi de horror quando ontem à noite, estando acordada e lembrando-me do seu triste fim, ouvi repentinamente, no silêncio da noite, o assobio que precedeu a sua morte. Levantei-me, apressada, e acendi a lâmpada, mas não havia nada no quarto; fiquei demasiadamente assustada e, não podendo dormir mais, vesti-me e daí a pouco era dia. Desci silenciosamente, fui na casa de Liam, que fica em frente, e vinhemos a Leatherhead, de onde vim esta manhã com o único objetivo de falar com o senhor e de lhe pedir o seu conselho.
— Fez muito bem — Mas contou-me tudo?
— Sim, tudo.
— Srta. Stoner, digo-lhe que não contou, porque está querendo poupar o seu padrasto.
— Como? Que quer dizer com isso?
Por resposta, eu puxei para trás um debrum de renda preta cobrindo a mão que jazia sobre o joelho dela. Cinco pontos azuis, marca de quatro dedos e um polegar, estavam impressos naquele pulso branco.
— Foi tratada brutalmente 
A jovem cobriu o pulso maltratado.
— É um homem, e talvez nem imagine a sua força.
Houve um longo silêncio
— Este caso é muitíssimo sério. Há muitas coisas que eu gostaria de saber antes de traçar o nosso plano de ação. Todavia, não temos um momento a perder. Se fôssemos a Stoke Moran hoje, seria possível visitarmos os quartos sem o conhecimento de seu padrasto?
— Ouvi-o falar em vir à cidade hoje para tratar de um negócio importante. É provável que esteja fora o dia inteiro, e não haverá nada para atrapalhar. Temos agora uma empregada, mas é velha e caduca, e eu poderia facilmente pô-la de lado.
— Excelente. Você não se importa se eu pedir para meu amigo, o médico Watson, para vir comigo não é?
— Claro que não.
— Então iremos os dois. O que a senhorita vai fazer agora?
— Há uma ou duas coisas que desejo fazer, visto estar na cidade, mas volto no trem do meio-dia, pronta para recebê-los.
— Pode esperar-nos à mesma hora. Eu também tenho algumas coisas a fazer. Mas a senhorita não quer esperar o café da manhã?
— Não, preciso ir. Meu coração está mais aliviado desde que lhe contei minha aflição. Irei esperá-los com ansiedade esta tarde.
E a jovem saiu.

                                                          Helen narrando

    Simplesmente muito sinistro. Ele desvendava mistérios muito facilmente. Espero que consiga desvendar como minha irmã morreu.

— Como foi amor?

— Estou meio sem palavras pra explicar.

— Só me diz o que eles vão fazer?

— Vão na minha casa mais tarde. 

— Nós vamos na frente?

— Vamos agora... espera — segurei em seu braço— 

— Fala amor.

— Você realmente... me ama?

— Porque essa pergunta agora?

— Responde.

— Claro que sim. Agora me diz o por quê?

— Sei lá... tudo isso que aconteceu comigo, a perda da minha mãe, da minha irmã, nosso casamento próximo.... é muita coisa na minha cabeça. Eu estou muito chata ultimamente, não sei como você me aguenta. Acho que está comigo porque está com pena de mim...

— Nunca!! Pode estar com todos os problemas que for, eu vou estar sempre do seu lado. Eu te amo!

— Eu também te amo! 


                                                Detetive narração

  Chegamos, descemos, pagamos a viagem, e o carro voltou para Leatherhead.
— Boa tarde, srta. Stoner. Veja que cumprimos a nossa palavra.
Nossa cliente apressara o passo para vir ter conosco.
— Esperava-os ansiosamente — exclamou ela, apertando-nos as mãos. — Tudo corre bem. O dr. Roylott foi para a cidade e creio que não voltará até a tardinha.

O edifício era de pedras cinzentas e, em certos lugares, havia moitas de musgo junto às paredes; na parte central era alto, com duas alas curvas como as garras de um caranguejo. Numa dessas alas, as janelas estavam quebradas e cobertas com tábuas, assim como o teto, que estava também caído, autêntica prova de ruína. A parte central estava reformada, e a ala à direita fora modernizada, com cortinas nas janelas e fumaça que saía das chaminés, demonstrando que era ali que a família residia.
Alguns andaimes se erguiam contra as paredes dos fundos, onde havia uma abertura, mas sem o menor sinal de pedreiros que trabalhassem à hora da nossa visita. Andei de cima para baixo no relvado e examinei com muita atenção as janelas do lado de fora.
— Esta, presumo, pertence ao quarto que a senhora ocupava, o do centro era de sua irmã e o ligado ao edifício principal é o do dr. Roylott.
— Exatamente, mas agora durmo no quarto do meio.
— Por causa das reformas. Mas não vejo assim tanta necessidade de reparação naquele lado da parede.
— Nem havia, e acredito que foi uma desculpa para me obrigar a mudar de quarto.
— Ah, é uma ideia. Do outro lado desta ala está o corredor para o qual dão estes três quartos. Há janelas no corredor, com certeza, não?
— Sim, mas muito pequenas. Estreitas demais para que alguém possa passar por elas.

Depois avistei uma corda. Peguei o cordão da campainha e dei um puxão. 

— Oh! É apenas uma imitação 
— Não toca?
— Não, nem está ligada ao fio. Isto é deveras interessante. Veja, está ligada a um gancho logo acima da abertura que serve apenas para a ventilação.
— Que absurdo! Nunca reparei nisso antes.
— É muito estranho! E parece que tiveram um propósito muito interessante: cordões inúteis, aberturas que não ventilam. Com a sua permissão, agora vamos fazer nossas pesquisas no quarto central.
O quarto do dr. Grimesby Roylott era maior que o da enteada, mas simples. Uma cama de campanha, uma prateleira cheia de livros, a maioria de ordem técnica, uma poltrona perto da cama, uma cadeira comum de madeira junto à parede, uma mesa redonda e um cofre enorme de ferro eram as principais coisas que se viam. Examinei tudo com o maior interesse.
— O que há aqui dentro? — disse dando uma palmada no cofre.
— Os documentos de meu padrasto.
— Ah, então examinou o interior?
— Uma vez, há alguns anos atrás. Lembro-me de que estava cheio de papéis.
— Não haverá um gato no meio deles, por acaso?
— Que ideia estranha!
— Bem, mas olhe para isto!
E pegou um pequeno pires de leite que estava em cima do cofre.
— Não, não temos nenhum gato. Mas há um leopardo e um macaco.
— Oh, sim, claro. Bem, o leopardo é como um gato grande, mas um pires de leite não é bastante para satisfazê-lo, penso eu. Há um ponto que desejo esclarecer.
Nisto, curvei-me diante da cadeira de madeira e examinei o assento com a maior atenção.
— Muito obrigado. Está bem — disse levantando-me e colocando a lente no bolso. — Ah! Aqui há uma coisa interessante.
O objeto que olhava era um pequeno chicote usado por quem tem cães, pendurado a um canto da cama. Estava enrolado e amarrado com uma presilha.
— Que pensa disto, Watson?
— É bastante comum, mas não posso perceber por que está enrolado.
— Isso é que não é comum, hem? Hum! Há tanta malvadeza no mundo, e quando um homem inteligente volta o cérebro para o crime, torna-se mil vezes pior do que é realmente. Penso que já vimos bastante, srta. Stoner, e, se nos dá licença, iremos para o relvado. É essencial, srta. Stoner, que siga meticulosamente minhas instruções.
— Certamente que o farei.
— O assunto é demasiado importante para haver hesitações. Sua vida depende de sua obediência.
— Estou em suas mãos.
— Em primeiro lugar, eu e meu amigo devemos passar a noite no seu quarto.
Ela e Watson se olharam estupefatos.
— Sim, é preciso que assim seja. Deixem-me explicar. É preciso que a senhorita permaneça no quarto pretextando uma forte dor de cabeça, à hora em que seu padrasto voltar. Depois que ele for para o quarto dele, a senhorita deve abrir a janela, pôr o candeeiro lá como sinal para nós, depois retirar-se para o quarto que ocupava antes; apesar das obras, com certeza  poderá acomodar-se lá por uma noite.
— Oh, sim, facilmente.
— Quanto ao resto, deixe nas nossas mãos.
— Mas o que farão?
— Passaremos a noite no seu quarto e investigaremos a causa do barulho que a tem incomodado.
— Creio, que o senhor já chegou a alguma conclusão 
— Talvez.
— Então, por caridade, diga-me o que foi que matou minha irmã.
— Preferia ter melhores provas antes de falar.
— O senhor pode me dizer, pelo menos, se a morte foi causada por algum susto medonho e repentino.
— Penso que não. Acho que houve uma causa mais concreta. E agora, srta. Stoner, precisamos ir, porque se o dr. Roylott voltasse e nos visse aqui, nossa viagem seria em vão. Adeus, seja corajosa, e, se fizer o que lhe disse, pode ficar descansada, depressa afastaremos os perigos que a ameaçam.
   
                                                     narração Watson
— Sabe, Watson? — disse Holmes quando estávamos sentados juntos na semi- obscuridade. — Estou indeciso se devo levá-lo hoje à noite ou não. Há indícios positivos de grande perigo.
— Posso ajudá-lo?
— Sua presença pode ser de alto valor.
— Então certamente irei.
— É muita bondade da sua parte.
— Você fala em perigo. É evidente que viu naqueles quartos mais do que eu pude ver…
— Não, mas talvez tenha deduzido mais. Creio que você viu o mesmo que eu.
— Não vi nada de estranho, a não ser o cordão da campainha; para que serve aquilo? Não posso imaginar.
— Viu também a abertura?
— Sim, mas não penso que seja assim tão raro haver uma pequena abertura entre dois quartos, tão pequena que mal daria passagem a um rato.
— Eu tinha a certeza de que encontraríamos uma abertura de ventilação antes de virmos para Stoke Moran.
— Caro Holmes…
— Oh, sim. Lembra-se de ela ter dito que a irmã sentia o cheiro dos charutos do dr. Roylott? Isso por si só sugere que havia uma comunicação entre os dois quartos. Só podia ser uma abertura pequena, senão as autoridades policiais teriam dado com ela, e por isso deduzi que devia servir para ventilação.
— Mas que mal poderá haver nisso?
— Bem, há pelo menos uma coincidência de datas. Fez-se uma abertura, pendurou-se uma corda comprida, e uma moça dorme na cama e morre. Não lhe parece estranho?
— Por ora não vejo relação nenhuma.
— Não viu nada de estranho naquela cama?
— Não.
— Pois estava fixada ao chão. Já viu alguma cama fixada ao chão?
— Nunca.
— A jovem não podia arrastar a cama, devia ficar sempre na mesma posição em relação à abertura e à corda.
— Holmes — exclamei —, estou percebendo o que você quer dizer. Estamos no momento exato de evitar um sutil e horrível crime.
— Muito sutil e bastante horrível. Quando um médico se desvia do bem, torna-se o pior dos criminosos. Tem nervos e conhecimentos, mas creio, Watson, que conseguiremos mais ainda. Teremos de passar por muitos horrores antes que a noite finde. Vamos apaziguar nossos nervos fumando um pouco, e, durante alguns instantes, pensar em coisas mais agradáveis.
Cerca das vinte e uma horas, a luz entre as árvores extinguiu-se e tudo ficou escuro na mansão. Passaram-se duas horas vagarosamente, e, então, repentinamente, justamente quando o relógio da igreja batia vinte e três horas, brilhou a luz bem à nossa frente.
— Aquele é o nosso sinal — disse Holmes, pulando —, está na janela do meio.
Quando saímos, Holmes trocou algumas palavras com o hoteleiro, dizendo que íamos fazer uma visita, embora tarde, a um velho conhecido e talvez passássemos a noite lá. Um momento depois estávamos nas ruas escuras, com um vento frio que soprava em nosso rosto e uma luz amarela que piscava à nossa frente através das sombras para nos guiar na nossa sombria missão. Houve pouca dificuldade em entrar na verdade, porque havia muitos vãos no velho paredão do parque. Adiantando-nos debaixo das árvores, alcançamos o relvado, atravessamo-lo, e íamos entrar pela janela, quando, de dentro de uns arbustos de louro, pulou uma coisa que parecia uma criança aleijada e que se lançou sobre a relva com o corpo todo retorcido e depois desapareceu rapidamente na escuridão.
— Meu Deus! — cochichei. — Você viu?
Holmes estava tão surpreso quanto eu. Sua mão fechou-se sobre meu pulso como um torniquete, devido à agitação. Então riu baixinho, e aproximou a boca do meu ouvido.
— É uma família bonita — murmurou ele —, aquilo é o bugio.
Tinha me esquecido dos bichos de estimação do doutor. Havia um leopardo também, talvez o sentíssemos nos ombros a qualquer momento. Confesso que me senti aliviado quando, seguindo o exemplo de Holmes ao tirar os sapatos, me vi dentro do quarto.
Sem fazer qualquer ruído, meu companheiro fechou as janelas, colocou o candeeiro em cima da mesa e olhou ao redor do quarto. Tudo estava como havíamos visto durante o dia. Então, chegando-se junto a mim e dobrando a mão em forma de concha, Holmes cochichou ao meu ouvido tão baixo que mal pude distinguir as palavras:
— O menor barulho pode ser fatal aos nossos planos.
Acenei com a cabeça para mostrar que havia entendido.
— Temos de ficar no escuro. Ele veria a luz pela abertura.
Acenei de novo.
— Não durma. Talvez sua própria vida dependa disso.
Tenha o revólver à mão. Talvez precise dele. Ficarei sentado na beira da cama, e você, naquela cadeira. Tirei o revólver do bolso e coloquei-o em cima da mesa. Holmes tirou uma bengala curta e flexível e colocou-a em cima da cama a seu lado, e, junto dela, uma caixa de fósforos e um toco de vela. Depois apagou a vela e ficamos no escuro.
Nunca me esquecerei daquela noite de vigília. Não se ouvia som nenhum, nem mesmo o da nossa respiração; contudo, eu sabia que meu companheiro estava sentado ali, de olhos abertos, na mesma tensão nervosa que eu. As janelas de madeira não deixavam passar o menor raio de luz, e esperamos numa escuridão total. Lá de fora vinha o grito ocasional de uma ave noturna, e em certo momento, na nossa própria janela, ouvimos um gemido como o miar de gatos, o que nos deu a certeza de que o leopardo andava à solta.
À distância ouvíamos as badaladas profundas do relógio da igreja, que marcavam cada quarto de hora que passava. E quão compridos pareciam aqueles quartos de hora! Meia-noite, uma hora, duas e três, e continuávamos em silêncio, esperando o que ocorresse.
De repente, surgiu uma luz na direção da abertura, que se extinguiu quase imediatamente mas foi sucedida por um forte cheiro de óleo queimado e de metal quente. Alguém no quarto próximo havia acendido uma lamparina. Ouvi um movimento leve, e depois seguiu-se de novo o silêncio, mas o cheiro continuou e aumentou. Durante meia hora forcei a vista. De repente ouviu-se outro som suave como o de vapor saindo de uma chaleira. No mesmo instante em que ouvimos esse som, Holmes pulou da cama, acendeu um fósforo e bateu furiosamente com a bengala na corda da campainha.
— Você o viu, Watson? — gritou ele. — Você o viu?
Mas eu não tinha visto. No momento em que Holmes riscou o fósforo, ouvi um assobio baixo, mas distinto, porém o brilho repentino nos meus olhos cansados impossibilitou-me de discernir o objeto ao qual meu amigo se atirara e que açoitara com tanta fúria.
Todavia, pude ver que seu rosto estava pálido como a morte e revelava horror e repugnância. Parou de bater e estava olhando para a abertura quando de repente, quebrando o silêncio da noite, veio o grito mais horroroso que jamais ouvi, que cresceu até se tornar um bramido de dor, de medo e ira, tudo misturado num tremendo uivo estridente. Dizem que na vila, e até na casa paroquial, aquele grito acordou e fez levantar os que dormiam. Nossos corações gelaram, e fiquei olhando para Holmes, e ele para mim, até os últimos ecos cessarem a pouco e pouco.
— Que pode ser isso? — perguntei, ofegante.
— Quer dizer que tudo acabou — respondeu Holmes.
— E, finalmente, talvez para melhor. Pegue seu revólver e vamos entrar no quarto do dr. Roylott.
Com a fisionomia grave, acendeu o candeeiro e saiu para o corredor. Bateu na porta duas vezes, sem receber resposta. Depois virou a maçaneta e entrou; eu vinha logo atrás, com o revólver automático.
Foi uma cena singular a que vimos. Em cima da mesa, havia uma lamparina com um dos lados meio aberto, lançando um raio de luz sobre o cofre de ferro, cuja porta estava aberta. Ao lado da mesa, sentado, encontrava-se Grimesby Roylott, vestido com o roupão, os pés metidos em chinelos turcos. No colo, atravessando-lhe as pernas, estava o açoite em que havíamos reparado durante o dia. Seu queixo estava caído, os olhos fixos, num olhar rígido, hediondo, dirigidos a um canto do teto. Ao redor da testa tinha uma faixa amarela esquisita, com pintas castanhas, que parecia estar amarrada com força ao redor da sua cabeça.

— A faixa! A faixa malhada! — cochichou Holmes.
Dei um passo à frente. Nesse instante, o ornamento da cabeça começou a mover-se, e, de dentro do cabelo, levantou-se a cabeça chata, de forma triangular, e o pescoço inchado de uma serpente nojenta.
— É uma cobra do brejo! — disse Holmes. — A cobra mais venenosa da Índia. Ele morreu em menos de um minuto depois de ser mordido; a violência, na verdade, recai sempre sobre os violentos; e o assassino cai sempre na cova que preparou para outro. Vamos obrigar esta criatura a voltar para o seu lugar, e então poderemos levar a srta. Stoner para algum abrigo seguro e contar à polícia o que aconteceu.
Enquanto falava, retirou o chicote do colo do morto e, deitando o laço ao redor do pescoço do réptil, arrancou-o do seu poleiro macabro e, levando-o de braço estendido, atirou-o para dentro do cofre, cuja porta fechou cuidadosamente.
Esses são os fatos verdadeiros a respeito da morte do dr. Grimesby Roylott, de Stoke Moran. Não é necessário que se prolongue a narrativa, que já se estendeu demais, para dizer como contamos a triste notícia à jovem aterrorizada, e como a levamos de trem pela manhã com Liam, e a deixamos em Harrow. Também não contarei o progresso vagaroso das investigações oficiais, que enfim decidiram que o doutor fora morto quando brincava descuidadamente com um bicho perigoso. O pouco que ainda me faltava saber do caso foi-me relatado no nosso regresso no dia seguinte.
— Eu havia chegado a uma conclusão completamente errônea, que demonstra, meu caro Watson, como é perigoso raciocinar com dados insuficientes. A presença dos ciganos, bem como a palavra “faixa”, que a pobre jovem usou, sem dúvida para explicar a visão horrível que teve à luz do fósforo, bastaram para me despistar.
“Meu único mérito foi reconhecer o meu erro, quando percebi a evidência de que qualquer perigo que tivesse ameaçado a dona do quarto não poderia ter vindo da janela nem da porta. Chamaram a minha atenção a tal abertura e a corda da campainha tão perto da cama. Achei também esquisito que a cama fosse fixa e a campainha, somente um disfarce, cuja corda vinha diretamente da abertura para a cama; tudo isso me deu a ideia de que era para a descida de qualquer coisa de um ponto ao outro, e pensei logo numa cobra, ainda mais sabendo que o doutor possuía vários animais da Índia. Assim, pensei que estava na pista certa. A ideia de uma forma de envenenamento que não pudesse ser descoberta por testes químicos era justamente o que serviria para um homem astuto e cruel, que aprendera essas coisas no Oriente. A rapidez com que tal veneno faria efeito era considerada por ele uma vantagem. O médico-legista teria de ser muito perspicaz para dar com os dois pontinhos escuros onde os dentes da cobra haviam picado, introduzindo o veneno. Depois lembrei-me do assobio. Era preciso recolher a cobra antes que chegasse a luz do dia, para que a vítima não a visse. Ele tinha treinado a cobra, talvez com o uso do leite que vimos. Introduzia-a pela abertura, tendo a certeza de que ela desceria pela corda e chegaria à cama, podendo ou não morder a ocupante. Talvez ela escapasse todas as noites, durante uma semana inteira, porém, mais cedo ou mais tarde, seria vitimada. Já havia formulado essas ideias antes de entrarmos no quarto do doutor. Quando o inspecionei, vi que ele tinha o hábito de subir na cadeira, o que era necessário para poder alcançar a abertura.
“Quando vi o cofre e o pires de leite, o laço feito com a corda do chicote, tudo isso fez desaparecer qualquer sombra de dúvida. O som de metal que a srta. Stoner ouviu foi, com certeza, causado pelo bater da porta do cofre sobre sua terrível ocupante. Uma vez convencido de que estava na pista certa, você deve estar lembrado dos passos que dei para pôr à prova as ideias. Ouvi o bicho assobiar, suponho que você também ouviu, e imediatamente acendi a luz e o ataquei.”
— Com o fito de impeli-lo a voltar pela abertura.
— E também com o intuito de fazê-lo revoltar-se contra o próprio dono do outro lado. Algumas das pancadas acertaram nele e despertaram-lhe a fúria, e por isso se lançou sobre a primeira pessoa que viu. Assim, sou indiretamente responsável pela morte do dr. Grimesby Roylott, mas não posso dizer que isso me pese muito na consciência.


Helen narrando

Incrível.... tudo acontecendo debaixo do meu nariz e eu não percebi nada. Meu padastro é a pessoa mais cruel que conheço.... estava a ponto de matar qualquer pessoa só pelo dinheiro. 


— Amor você está bem?
— Mais ou menos... mas estou com você. Isso que importa.
— Nosso casamento está se aproximando. 
— Viu? Se eu não tivesse contratado o detetive, eu poderia............... 
— Estar morta. É, eu sei. Desculpa por não ter acreditado em você.
— O importante, é que acima de tudo, você foi comigo, esteve do meu lado o tempo todo. 

   Nosso casamento foi depois de dois meses, tudo perfeito. Infelizmente... sem meu pai. Sem minha mãe. Sem minha irmã. Essa é a parte ruim, mas com Liam aqui muda tudo. 

Ei galeraaaaaaa, olha esse é um mini imagine que acabou ficando enorme haha
Mais o meu propósito era criar um pouco de imagine 1D
com Sherlock Holmes...  Esse imagine então é uma mistura
de criatividade minha, com um conto de Sherlock.
O Conto da Faixa Malhada......

Desculpa se não gostou kkkkkkkkkkkkkkkkkkk 
é que não tem quase nada a ver com o 1D mais tentei incrementar algumas coisinhas........
Viu?? Imagine também é cultura u.u ~sqn kkkkkkk
me falem o que acharam please??? 

Bjãoo!!! ~Mands

terça-feira, 5 de março de 2013

AVISO



Gente, espero que vocês estejam gostando kkkkk ta no início claro, mas já dá pra vocês terem uma ideia da história! Enfim estou aqui pra da um aviso importante! Essa fic tem duas escritoras, eu Sarah e a Amanda! E pra facilitar no final de cada cap iremos escrever o responsável por ela... 
Se fui eu, irei assinar como ~sarelda e se for Amanda vai ser ~mands 
 E se for nós duas colocaremos ~samand kkkkkkkkkkkk 

Bjim! Boa Leitura!

@SarahODrago

capítulo 6- Secret's in a diary




     Sábado, 20 de março de 2010

Ahh que legal, de castigo, sábado, E o celular da Atena que só dá fora de área?? Super legal meu final de semana.... A única coisa que salva é minha prima que já chegou e nesse exato momento já esta dormindo, em plena.... deixa eu ver as horas.... 01:40 AM
   Quando ela chegou eu contei pra ela o que tinha acontecido nesse um mês que ela ficou fora.

- Nada de mais, a não ser que o Harry está em uma dupla de trabalho comigo, veio aqui em casa, fez maior lambança, vovó brigou comigo, expulsou ele, to de castigo, Atena foi pra Irlanda se apresentar com o ballet dela e eu estou escrevendo um diário -fiquei totalmente sem fôlego-
- O Harry? Aquele menininho da padaria?
- Menininho?
- Pra mim ele é uma criança. Tem o que? 15? 14 anos?
- 16.
- Então... criança.
- Pelas atitudes é mesmo. Mas... eu quero saber de você, como foi os desfiles??
- Muito legal!! Simplesmente amo trabalhar com eles -disse se levantando e passando demaquilante-
- É né?! Lá deve ser tudo perfeito.
- Muito -Agora estava passando um creme pra dormir-
- Já vai dormir?
- Sim. Não posso ficar com mais olheiras do que já estou.
- Você não está com olheiras.
- Pare de mentir. Eu vim naquele avião e não dormi bem, preciso de dormir muito hoje.
- Poxa... vai me deixar sozinha?
- Dorme também. Melhor remédio pra se esquecer de alguém.
- Nossa, sábios conselhos os seus.
- Obrigada -deu um beijo na minha testa- Boa Noite!
- Boa Tarde!! -disse em um tom mais baixo, acho que era o meu tom normal de falar-

     Ela virou e em cinco segundos já estava dormindo, com seu tapa olhos para dormir totalmente enfeitados com assinaturas de suas colegas, modelos perfeitas, de trabalho. Como ainda era 15h resolvi ir a geladeira pegar algo saudável pra comer, quando me deparei com o horário do dentista que eu tinha que ir hoje. Exatamente 15:30 PM

- VÓÓÓÓ....
- O que foi? Para de gritar.
- Eu tenho dentista, porque você não avisou.
- É responsabilidade sua, você que tem que lembrar. -Ela estava começando a me irritar-
- Tá vó! Eu vou sozinha.

     Já estava arrumada porque minha prima iria chegar então fui logo, o dentista é daqui duas ruas. Cheguei lá e fui atendida rápido, na verdade eu tinha esquecido o porque que eu iria pro dentista hoje mesmo, daí ele me falou:

- Enfim... quatro anos com isso aí... Deve estar feliz né?
- Ham?
- Nem te dei anestesia e você já estava viajando?
- Calma........ é hoje que eu vou tirar o aparelho?
- Claro!! Como se esqueceu?
- OMG! OMG! Ande com isso.

      Foi meio doloroso como sempre é mais no final gostei do resultado...

- Está ótimo!! Agora está livre de mim.
- Ah não fala assim haha, vou vir sempre fazer a aplicação do flúor e tudo mais.
- Ok. Até mês que vem.

    Agora sim, estava sorridente... Chegando em casa minha vó estava dormindo também, andei super devagar pra não acordar ela, simplesmente não estava a fim de ouvir esporro.

- Consegui!
- O que?
- AHHHHHHHH VAI MATAR SUA MÃE MOLEQUE
- você tirou o aparelho??
- Não, estou com ele ainda, só que está invisível não está vendo?

   Era Harry, ele pulou a janela pra entrar aqui, que estranho.

- Ha ha. Deixa eu ver -coloquei a mão no meu queixo e abriu minha boca, quase mordi a mão dele- Aiii..
- viu?
- Sim... tá uma gracinha - dei uma risadinha falsa, como se estivesse preocupado com o que ele falava, mais na verdade estava-
- Porque você veio pra cá?
- Trabalho esqueceu?
- Minha vó esqueceu?
- Vamos pra minha casa então.
- Não.
- Eu sei que não sou bom aluno mais esse trabalho vale um terço da nossa nota. Preciso de fazê-lo.
- Explica pra minha vó.
- Vem cá, você nunca fez nada de errado não?
- Talvez... por quê?
- Então vamos pra lá escondido.
- Isso parece tão ridículo quanto essas suas calças.
- Vem logo.
- Aff, ta bom.

   Estávamos  passando quando eu vi uma casa linda, ou melhor, a casa mais linda que eu já tinha visto na vida, fiquei um tempão olhando ai o Harry falou :

-E ai, você vai entrar ou vai ficar ai fora no meio da rua sem fazer nada ?
- Pera... essa é a sua casa ?
- Não , essa é a casa do mendigo da esquina. ÓBVIO que é a minha casa
- Você não me disse que era rico.
- E você não me disse que ia tirar o aparelho, estamos kits. Agora entra logo

Entramos e fomos direto pro quarto dele. Meu Deus, que casa perfeita *O*

-Cade o diário =?
- PQP você me puxou com tanta pressa que eu não peguei.
- Serio? não acredito!
-  É serio! Eu não vou voltar lá, se minha avó acordar eu to ferrada.
- Você não disse que sua prima ta na sua casa? Liga pra ela!
- Não dá, ela ta dormindo...
- Eu vou lá!
- Ta maluco ? se minha avó te vê lá, ela te espanca com a vassoura da cozinha.
- Relaxa, eu vou lá! Já volto

   Não acreditava que ele havia me deixado sozinha na casa dele! E se os pais dele chegassem? Eu iria falar o que?

- Bom... será que ele perceberia se eu mexesse nas coisas dele? - Pensei comigo- nãaaaaao... Noossa, estou me sentindo tão maléfica MUAHAHAHAHA.
- Que roupas perfeitas, perfume perfeito *------------------------* vou espirrar uma vez... - Pior coisa que já pensei em fazer na minha vida-

   O perfume quebrou, vou surtar,será que saio correndo e saio do país?

-Ele vai me matar :O ! isso, vou sair correndo e fingir que tinha ido pra casa porque tinha passado mal e.... E L E C H E G O U, E S T O U S U R T A N D O O O O O O . -Meu coração quase parou ainda mais depois disso-

-Bella, cade você ? consegui pegar o diário -disse ele levantando o diário e no mesmo instante o deixando cair no chão, depois de ver o que eu fiz -
- To aqui - falei com a voz mas 'arrependida' que consegui fazer-
- Porque o meu quarto ta com o cheiro do meu perfume ? PORQUE MEU PERFUME TA NO CHÃO????
- É.......... me desculpa por favor? Não foi minha intenção, me desculpa Harrrrrrrrrry? Por favor? Eu compro outro pra você!!!
- VOCÊ ? COMPRAR OUTRO PERFUME PRA MIM ? ACORDA, VOCÊ NUNCA VAI CONSEGUIR COMPRAR UM PERFUME PRA MIM, QUER SABER PORQUE ? PORQUE ELE É CARO, MAS EU NEM TO COM RAIVA PORQUE ELE É CARO, EU TO COM RAIVA PORQUE FOI A MINHA AVÓ QUE ME DEU, E ADIVINHA? ELA MORREU !!!!
- Harry, desculpa, eu não quis quebrar! - choro -
- DESCULPA NADA, quer saber ? vai embora, e pode deixar que amanhã eu vou na escola implorar pra professora trocar a gente de grupo, foi a pior coisa que ela fez na vida TODA dela!

   Não acredito que ele fez isso comigo, como eu fui idiota de mexer nas coisas dele, ou melhor, como eu fui idiota em pensar que ele gostava de mim ? ai que raiva de mim :@
Sai correndo do quarto dele e bati a porta o mais forte que consegui, desci as escadas correndo e sai correndo igual uma idiota pela rua! Cheguei em casa quando ia bater a porta lembrei que a minha avó estava dormindo e fui no maior silencio  e ódio possível pro meu quarto, cheguei lá e a minha prima ainda tava dormindo então resolvi 'tentar' ir dormir também, até ouvir o barulho da campainha. Meu desejo era ficar na cama, mais com o sono da minha vó é pesado ela não deve ter ouvido.

-O que você quer Harry? Me humilhar mais? Será que não tá bom ainda?
- Me perdoe, por favor? Eu perdi a cabeça. Sério! Não queria ter gritado com você!
- Mas gritou, e agora quem não quer perdoar sou eu, faz o seguinte : SOME DA MINHA VIDA!
- Mas e se eu não quiser?
- Problema é seu, agora vai embora porque eu tenho mais o que fazer.
- Nããããão
- Tchau!
     
       No exato momento em que eu fechei a porta, a mão dele impediu, e não só impediu como empurrou a porta......e em um movimento, um olhar, um segundo, um suspiro, uma brechinha se quer.......ele me puxou e o pior: ME BEIJOU ! como assim ?

- Não.. -me afastei dele já chorando- chega de humilhação
- Me beijar é humilhação?
- Acreditar em você é humilhação. Acreditar que está rolando alguma coisa entre nós porque não está.

  Ele fiquei me olhando com cara de que não sabe o que da história e está lá no final, eu sei, nada a ver isso mais tem lógica. Enfim... vou dormir. Beijos.


segunda-feira, 4 de março de 2013

capítulo 5- Secret's in a diary




      Sexta- feira, 19 de março de 2010

 Escrever em você virou um  vício, não consigo ficar um dia sem escrever, ainda mais agora que coisas incríveis estão acontecendo na minha vida haha. Só que não!!
 Ontem como eu falei o Harry acabou dormindo aqui, e hoje quando acordei levei o maior susto

- AHHHH -cai da cama-
- Nossa, isso tudo porque me viu??
- Idiota. Porque veio pra minha cama??
- Ah tava muito frio no chão.
- Você estava no tapete.
- Tanto faz.
- Aii minhas costas.
- Deve ter sido porque caiu da cama.
- Vai embora -disse abrindo a porta e fazendo sinal com a mão pra ele sair-
- A gente ainda não terminou o trabalho.
- Se depender de você agente não terminar nunca.
- Mais eu quero terminar agora.
- Eu quero tomar café
- Eu também.
- Tchau estou  indo lá comer.
- Traz pra mim.
- Não!! Não sou sua empregada
- Ahhh por favor??
- Vai lá e pega.
- Sua vó vai brigar.
- Ela não está em casa
- Como você sabe??
- Ela sai toda sexta pra caminhar.
- Tá!! Vamos lá -Ele esticou a mão pra que eu a pegasse mais eu recusei e desci na frente-

    Minha vó fofa como sempre já deixou o café pronto, então eu sentei de um lado da mesa e Harry sentou do meu lado, daí eu levantei e me sentei do outro lado da mesa. Ele está MUITO estranho.
    De um colega de trabalho que não falava nada comigo, ele está bem...... digamos.... interessado?? Sei lá.... mas deve ser tudo brincadeira, pra no final eu cair na conversa dele e sair me esparrando pra todo mundo. Conheço esse tipo de cara e prefiro nem comentar.

- Porque não vai ter aula hoje mesmo?
- Reunião.
- Você é tão fria assim?
- Não.
- Então porque está sendo comigo?
- Porque é só com você que eu falo assim mesmo.
- Affe..... Sabe o que eu reparei? -Mudou totalmente o tom-
- Não.
- Você ama chocolate né?
- Sim, porque? -Estava começando a me interessar-
- É que seu rosto é limpo. Não tem nenhuma espinha, simplesmente lisinho.
- E como você sabe disso? -Já tava olhando com uma cara tipo oO -
- Eu fiquei reparando você enquanto dormia.
- Eu heim....
- E eu também vi umas fotos suas.
- O QUE??? AONDE?? QUANDO??
- calma... hahaha é você de lente.
- Credo. Eu estava ridícula, achava que lente era melhor que óculos, me enganei completamente.
- Haha... estava bonitinha.
- hm, acho que você não deve usar bonitinha com mulher nunca mais.

     Ele ficou rindo. Bocó. Mais ele ficava tão fofo rindo. Ahh porque eu to falando isso?! Eu odeio ele.
Depois do café voltamos pro quarto e ele começou a escrever no diário, mesmo achando que era coisa de viado mais trabalho é trabalho. Ele demorava muito pra escrever porque a letra dele é um garrancho e ele se esforçava pra fazer ela ficar bonita, então demorava.

- Terminei.
- Até que enfim, estava quase dormindo de novo.
- Eu estou com sono.
- Ninguém mandou acordar mais cedo.
- Deixa de ser chata.
- Se você sair da minha casa garanto que vou ficar mais feliz.
- Não mesmo.
- Tá se achando né garoto?
- Porque faria isso?
- Porque descobriu que eu gosto de você.
- Todas as meninas da escola me amam.
- Menos  eu.
- Mais você acabou de dizer que me ama.
- Não! Não! Eu disse que gostava de você. Completamente diferente.
- Mulheres.... completamente estranhas.

    Esse garoto não calava a boca, por um instante eu gostava de ficar ouvindo aquele sua voz rouca e provocante, mais por outro eu estava tentando esquecer ele, mais graças a esse bendito trabalho ai que eu não vou conseguir mesmo.
    Fiquei insistindo pra ele ir embora já que por hoje tínhamos acabado o trabalho, mais ele insistia em ficar.

- Vai logo!
- Não. -ele falava com uma voz de criança irresistível-
- Então eu vou ficar aqui e fingir que você não existe ok? - fiz um joinha com a mão-
- Ok! Você não vai conseguir mesmo.

   Quase.... que eu respondi, mais estava conseguindo. Ele é mais criança do que eu imaginava. Na verdade.... ele é mais legal do que eu pensava. Mas não estava entendendo o motivo dessa aproximação agora, ele nunca foi de ficar de conversa comigo. Talvez seja conversar aqui, e na escola a mesma idiotice de sempre: me ignorar.

- Que filme você está vendo? - Não respondi, daí ele me fez cocegas-
- Para para para! Eu me rendo
- Ah ehh.... já vi esse filme.
- Retardado.
- Troca ai.
- Não.
- Ahhh então eu vou comer.
- Quem deixou?
- Ninguém?!!
- Exatamente.

    Como esperado, ele não me ouviu e foi comer, tive que ir atrás dele pra ver se ele não fazia nenhuma burrada.

- Você vai queimar a pipoca Harry.
- Não vou.
- Vai sim.... não falei? -ele queimou a pipoca- Agora vai ter que comer.
- Você vai comer comigo.
- Se minha vó ver o que você fez...  hm.... ela não vai gostar -Ele enfiou um monte de pipoca queimada na minha boca, quase vomitei, peguei e joguei um monte em cima dele, que foi e jogou o pote todo em cima de mim. Minha avó chegou na hora, mas pra minha sorte o Harry pulou pra tras do sofá e ela não viu ele.

- Que bagunça é essa aqui??
- Calma ai vó. É melhor não vir pra cá, está cheio de óleo.
- Eu vou tomar um banho, se eu acabar e essa sujeira estiver aqui ainda você vai se ver comigo. - Não, não,minha vó não é aquela vó adorável como nas historinhas, ela é super mandona-
-Harry, vai embora agora, se minha avó te ver aqui estamos MUITO ferrados.
- Não, sua vó me ama.
- Não se você tiver passado a noite toda aqui, já pensou no que ela pode falar ?
-não, mas eu não posso te deixar limpar toda essa bagunça que eu fiz.
- pode e vai porque.....

Minha fala foi interrompida quando a minha avó entrou na cozinha e começou a gritar :

- QUE MERDA DE BAGUNÇA É ESSA ? E O QUE ESSE MENINO OQUE  ESTÁ FAZENDO AQUI ? PERA... ELE DORMIU AQUI ? ISABELLA WINDSTON LEONARD, PODE ME EXPLICAR O QUE ACONTECEU AQUI ? A G O R A!!!!!
- calma vó, não é o que você esta pensando.
- é bom mesmo porque se for você está frita
- Desculpa interromper mas, a Bella não é culpada.
- E VOCÊ MENINO, VAI EMBORA ANTES QUE EU FIQUE MAIS ESTRESSADA E TENHA UM ATAQUE CARDÍACO.
- vó, calma....
-Calma nada, vai pro seu quarto agora até eu desestressar e depois você vai me contar TUDO o que aconteceu e eu não quero mais esse menino aqui nessa casa e você está de castigo por 2 semanas.
-Mas.....
-Mas nada. SOBE PRO SEU QUARTO AGORA.


.............................................................................................................................................................

Diáriooooo, to com um baita problema, estou de castigo e minha avó não acredita em mim... o que eu faço agora?
Acho que vou ligar pro Harry, meu Deus, se ele tivesse gostando de mim é o fim... minha avó tinha que aparecer bem naquela hora e o Harry tinha que ter enrolado pra ir embora  ?
Mas que BOSTAAAAAAAAAAAAAAAAA...
Acho que vou dormir um pouco, depois ligo pro Harry... até porque duvido que ele vai querer falar comigo agora ://

sábado, 2 de março de 2013

capítulo 4- Secret's in a diary



        quinta- feira, 18 de março de 2010

  Olá... decidi deixar de escrever essa baboseira de ´´Querido Diário....`` é tão..... 'Ai hoje passei com poodle na calçada da fama e depois fui ao shopping com minhas amigas líderes de torcida, acabei quebrando uma unha e comecei a gritar, todo mundo olhou pra mim, deve ser por que a roupa que eu estou usando já foi usada pela Beyoncé'. Ok! Sem exageros, mais deve ser assim a vida da Lindsay. Maaaasss.... não quero falar dela, quero falar de ontem.
  Eu estou meio feliz e meio triste ao mesmo tempo, o pessoal da classe de ballet da Atena conseguiu uma data na agenda lotada do teatro municipal da Irlanda para se apresentarem lá. Então eles devem ficar uma semana lá pra se apresentarem mais de uma vez.... choremos.
  Tirando a parte que eu chorei muito quando ela disse isso, contei que tirei nota vermelha em biologia e ela como uma boa amiga começou a me zoar dizendo:

- hmm é isso que o amor faz
- O QUE? AMOR?
- eii... psiu, quer que sua vó acorde?
- eu não estou apaixonada
- cof cof... querida, eu te garanto que se eu abrir esse seu diário só vai ter coisa escrita sobre o Harry Styles.
- nada a ver.
- Então.... - ela estendeu a mão 'achando' que eu iria entregar o diário à ela.
- haha, pode encolher essa mãozinha que eu não vou deixar você ler meu diário.
- Vai por favor? Eu sou ou não sou sua melhor amiga? - Fez carinha de cachorro sem dono
- Não e Sim.

   Ela parou de insistir, ainda bem, depois ficamos vendo TV e falando idiotices, e nos despedimos... Ela vai amanhã já :(

------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    Hoje na escola não teve nada de............. ah teve sim. Esqueci. Por um milagre, o Harry falou comigo.

- Bella espera -Ele estava correndo atrás de mim e eu fingi que não vi-
- Não dá pra falar com você agora, tenho que ir pra casa.
- Não! Não! -Ele segurou minha mão, não sei se ele percebeu mais eu fiquei toda arrepiada-
- Está com frio? - Ele olhou pro meu braço e olhou pro meu rosto que já devia estar corado-
- N-n-nã-não -Me soltei dele- O que foi?
- É que eu quero..... - Ele não terminou de falar, e foi correndo pros armários do outro lado, logo percebi que era porque uns amigos dele estava passando-
- Mané! - disse pra mim mesma e fui correndo pra casa, e como sempre, chorando-
- BELLA? DROGA....

     Dessa vez ele não correu atrás de mim... menos mal. Cheguei em casa e quando fui fechar a porta, bati com muita força e assustei minha vó, que por azar veio atrás de mim.

- Bella? Está tudo bem? -Ela já sabia que não estava nada bem-
- Sim.
- Não. Eu sei que não está. - Não falei?! -
- Tá vó. Não está.
- Aquele tal de Harry?
- O que? Como assim?
- ahh minha querida... não tente me enganar. Você acha que quando eu vou limpar seu quarto eu não vejo as fotos dele na parede?
- OMG. Como eu me esqueci das fotos? Ele deve ter visto.... Ah não...
- Ah sim. Como eu sou eficiente
- ham?
- Você acabou de se entregar.
- Ah... você ia saber de qualquer jeito.
- hmm... e porque você está mal hoje?
- Ele tem vergonha de conversar comigo. Isso me dá muita raiva.
- Olha... você não merecesse esse tipo de gente.
- Mesmo se eu merecesse... feia do jeito que sou. Ele só fala comigo agora por causa do trabalho da escola. Nem na padaria ela fala comigo.
- Por isso mesmo... Sem perceber, ELE é o feio da história. Ficar com vergonha de falar com você por idiotice de 'status' na escola? Completamente fora de cogitação... é completamente ridículo isso.
- Vó... eu te amo. Mais eu não quero mais falar sobre esse assunto.
- Ok. Vamos jantar então.

   Estava sem fome, mais comi só pra ela também não achar que estou querendo fazer dieta. No meio do almoço alguém bateu a porta.

- Nossa... essa casa ta movimentada ultimamente né?!
- Espero que seja a Atena -Abri a porta na esperança que fosse ela dizendo 'boas notícias, desmarcaram pra semana que vem -
- Oi
- Ahhh você não. -Sim, era o Harry-
- Eu vim fazer o trabalho com você
- Podem fazer, ela já terminou o jantar
- VÓ?
- Obrigado!
- Já vi que as pessoas mais velhas te adoram.
- Que história foi aquela de sair correndo?
- Que história foi aquela de sair correndo pro outro lado pra ninguém perceber que você estava falando comigo?
- Nada.
- uhum sei... olha se você não quer ser visto comigo, é só pedir a professora pra te trocar de dupla. Ele te ama mesmo.
- Mas ela não é velha.
- ha ha muito engraçado senhor palhaço.
- Isso que não foi nada engraçado.
- Que tal você calar a boca e pegar o diário logo que eu sei que ficou com você
- Não vamos fazer no seu quarto não?
- Pra que?
- É que eu gosto de ver minhas fotos lá... ficou tão boa a qualidade. Você que editou?
- AHH SEU IDIOTA. - joguei uma almofada nele-
- hahahaha - dessa vez foi uma gargalhada muito alta- Eu sabia que me amava.

   Fiquei correndo pela sala atrás dele jogando várias almofadas e ele rindo o tempo todo.

- Para. - Ele parou no meio do caminho e não deu pra mim parar também. Acabei caindo em cima dele

   Fiquei por cima dele e ficamos nos encarando, mais levantei rápido.

- érr... vamos fazer logo esse trabalho né?! Afinal ontem a gente não escreveu nada.
- Mas vamos no seu quarto -Ele pegou minha mão e me puxou praticamente pro andar de cima-
- Não!
- Sim. Pronto! Aqui minhas lindas fotos.....

    Tirei tudo do mural e joguei no lixo.

- Aqui que elas vão ficar.
- Ahhhh não. -Ele pegou de volta e colocou no mural-
- Porque você é tão chato?
- Porque agora eu descobri que você me ama.
- NUNCA! Essas fotos aí..... é..... bem, da... Atena.
- ATENA? Como assim? Ela nunca falava comigo na escola.
- Pois é... como as coisas mudam né?!
- E porque está no SEU quarto?
- Porque... os pais dela não sabem e ela quer que fique aqui. -Falei tão rápido que perdi o fôlego-
- Você não sabe mentir Bella -se aproximou-
- Ahhhhh tá bom! Eu gosto de você. Satisfeito senhor Styles?
- Uhumm...
- Se você abrir o bico -Segurou na mandíbula dele com força- Eu acabo com você.
- Aii...tá! -Soltei- Você sabe lutar por acaso?
- Sei, porque?
- Então vem -ele estava em posição de luta e me chamando com a mão-
- Não.
- Porque não?
- Porque temos que terminar o trabalho.
- Fazemos isso depois. -Ele me puxou e me derrubou no chão logo da primeira vez-
- Eiii... isso não vale. Eu não estava preparada.
- Agora está?
- Sim.

     Nossa.... foi uma bagunça só, não estava nem parecendo luta. Eu pegava a perna dele e o jogava no chão, ele se virava e fica em cima de mão fazendo com que minhas mãos se cruzassem e ficassem sem movimento, depois teve um hora que eu dei um chute bem.... é.... você já deve saber.
   Ele não falou nada... só ficou se contorcendo de dor, rolando no chão.

- Ah que nojo, vou ter que tomar um banho estou toda grudenta
- Eu também.
- Na sua casa? Ah sim.
- Aiiii para de falar, está doendo muito.

   Não pude conter o riso e sai correndo pro banheiro que na verdade era no meu quarto. Demorei um pouco porque tive que lavar o cabelo.

- Até que enfim...
- Agora podemos fazer -Eu estranhei porque ele ficou olhando pra mim mordendo os lábios- que merda é essa que você tá fazendo?
- Esse pijaminha curtinho é lindo.
- Ah vai tomar banho idiota.
- Ok. Você mandou.
- Nãããooo.... -Ele correu pro banheiro e trancou a porta- Droga.

   Fui olhar no relógio e já era onze e meia da noite.

- Anda logo Harry, temos que escrever o que aconteceu ontem também.
- Acabei -Ele estava só de calça e sem camisa, dai me ar Jesus- Oi? Bella?
- ham... que... quando... porque?
- Ha ha, vamos fazer o trabalho -Ele fez aquela tipica jogada de cabelo pro lado e depois passou a mão-
- Que nojo Styles, seu cabelo tá molhado.
- ham... que nojo porque?
- Porque espirrou tudo em mim.
- Deixa eu limpar -Ele pegou minha toalha e começou a enxogar os pinguinhos-
- Larga de ser idiota e vem logo.

     Nos sentamos no tapete e começamos a escrever o que aconteceu na quarta-feira, eu fui a primeira a escrever, quando acabei o Harry já estava dormindo no chão mesmo. Ele dormia tão fofamente. Entende? Peguei minha câmera e tirei foto dele dormindo. E fui pra minha cama e me deitei também.

sexta-feira, 1 de março de 2013

capítulo 3- secret's in a diary



   
       quarta-feira, 17 de março de 2010


   Desculpa diário, é que ontem assim que o Harry saiu daqui de casa eu dormi, e não deu pra mim despedir de você :/
   Mas hoje tenho novidades.... a Atena vai vir aqui em casa pra fazermos comermos Kit Kat hehehe somos gordas, só que não. EU sou a gorda e ela a bailarina perfeita. Sim..... esqueci de falar que ela é bailarina, e muito boa por sinal. Esse sempre foi o sonho dela, e o meu...... ahh..... ser modelo. Coisa que eu NUNCA -- enfase bem grande no nunca - vou ser.
   Agora deixa eu ir pra escola que já estou em cima da hora.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Olá de volta.... estou aqui na escola, na aula chata de História. Você deve estar se perguntando ´´porque raios me trouxe pra escola sabendo que corre o risco de alguém pegar e ler?``, mais não porque diários não pensam, e eu trouxe mesmo sendo arriscado porque...... aff isso é triste, mais você é a única 'coisa' com que eu posso me abrir e falar o que realmente eu sinto. Oops.... sujou a barra... a Lindsay está vindo na minha direção.

      Ufa, foi embora.... dá pra acreditar que ela veio me perguntar se meu trabalho com o Harry estava indo bem? Que retardada.... Com certeza ela vai querer se aproximar de mim, pegar o diário, ler o diário e ver se o Harry escreveu alguma coisa sobre ela...  Se fosse pra mim escrever falaria:

 "A puta da Lindsay fica rebolando igual um hipopótamo, com a sua bunda que não tem, e 'acha' que está seduzindo alguém com aquelas dancinhas sincronizadas dela. Garanto que se fosse líder de torcida, seria bem melhor que ela"

 Mais como sou uma pessoa muito educada e gentil, vou fingir que não estou com inveja feat. ciúmes dela com o MEU Harry. Ahh que droga, eu disse 'MEU Harry' mesmo? Tá certo isso produção? NÃO. está totalmente errado... como eu não posso arrancar folha de você diário, eu vou deixar essa bobagem aqui, afinal... ninguém vai ler mesmo.
   A Atena vai me ajudar a esquecer um pouco o Harry também... eu contei pra ela que fui péssima naquele teste de biologia e devo contar também que não prestei um pingo de atenção na aula de História de hoje....
 
    A movimentação daqui do refeitório hoje está fraca.......... ahh... como me esqueci? As hipopótamas dançantes.... vou desenhar elas aqui pra você vê.


Pronto!! É assim que elas são.... hmmm, que orgulho de mim. Meu desenho ficou lindão hahaha... está esvaziando cada vez mais esse refeitório. O jeito é eu ir lá pra quadra assistir elas também, ninguém merece. Acho que vou filmar elas... deixa eu ir lá...........

    HUHUHU por sorte eu cheguei bem no final da apresentação . Na verdade não foi bem uma apresentação, elas estão treinando para o torneio que vai ter em setembro com líderes de torcida de outras escolas do estado... eu sei que é minha escola mais espero que elas percam. Falo mesmo. 
  hmmmm, aula de redação agora. Vou parar de escrever por uns instantes e depois volto. Beijos.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------

  De volta novamente.... a  aula foi bem tranquila, tivemos que fazer uma redação sobre Shakespeare, e eu amo tudo oque ele faz.
  Eu como sempre sentei bem lá no fundo, mais a professora que é substituta achou que por causa das minhas vistas eu tinha que sentar na frente. Tive que andar o corredor todo de cabeça baixa pois como eu já disse... sou muito tímida.  Agora definitivamente vou ter que parar de escrever porque está na aula mais chata de todas: biologia. Eu amava ela, até que descobri que a odeio. Simples assim.

                                                                       ~*~ 

    De volta em casa, eu lanchei e fui pro meu quarto fazer dever de biologia, até a Atena chegar. Eu sempre ia pra casa dela depois da escola mais agora ela começou a ter que fazer ballet em dois turnos porque ela está muito empenhada pra um apresentação em NY então... tem que se empenhar bastante.
  Cinco minutos fazendo dever e já veem me incomodar... vou atender. 
huhuhuhuhu é a Atena. Agora vou ficar com ela, de noite escrevo mais aqui.

Olá..... beijinhos pra vocês. Atena aqui -abusada neh?!